Estava aqui pensando com meu botões e percebi o quanto a vida é aprazível.
Um dia desses, uma segunda-feira qualquer, acordei por volta das 11:00 da manhã e já tinha diversas coisas para resolver. Ainda estava atordoado pelo sono, quando a moça que trabalha aqui em casa já começou um bombardeio de perguntas em cima de mim. Queria saber o que eu queria comer, o que eu queria vestir, o queria fazer... Pensei comigo mesmo e disse a ela, puta merda ainda são 11:20 da manhã ainda não pensei nessas coisas porra! Primeiro eu quero pegar uma piscina, tomar um banho de sol e depois da sauna eu defino essas questões. Afinal hoje é segunda-feira!!!
Ah meu Deus! Fiquei aproveitando aquele dia de sol maravilhoso e isso me fez lembrar muito minha infância onde íamos passar as férias de março no haras de papai. Lembro que ficavamos horas ali nos divertindo junto com os nelores e os mangalargas que papai criava.
Fiquei ali relembrando essas sutilezas da vida e acabei nem voltando com as respostas do bombardeio de questões que havia recebido de manhã. Mas tudo bem, afinal já era quase hora do meu chá da tarde. Pedi que preparassem uma mesa com petit fours, marzipans, brioches, geléias, atemóias, pitáias e algum suco de fruta nobre. Nada muito sofisticado, afinal não queria me empanturrar de comer sendo que logo mais teria que encontrar os amigos para uma partida de badmington.
Ao chegar no Paineiras, jogamos badmington por horas. Não aguentava mais jogar e resolvi fazer uma aula de yoga para tirar toda essa carga pesada do dia-a-dia.
Quando já estava a caminho de casa o Théo, um amigo meu que é artista plástico, me convidou para uma vernissage onde ele expunha alguns de seus trabalhos. Resolvi ir. Estava simples, porém aconchegante. Tinha pouca gente, aproximadamente umas 200 pessoas, e ficamos ali jogando conversa fora e tomando pró-secos por horas. Resolvemos então sair de lá e jantar em algum lugar qualquer. Escolhemos um lugar sem muito requinte mas muito agradável e paramos num bistrot qualquer do Jardins. Esse bistrot me lembrou muito meus dias em Paris onde passava as férias de setembro na fazenda de vovó.
Já a caminho de casa, tudo que mais queria era minha cama depois desse dia fatigante.
Quando deitei, fiquei imaginando: se sou tão feliz com essas sutilezas da vida imaginem como será boa a vida da classe média...
sábado, 31 de março de 2007
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