sábado, 31 de março de 2007

IMAGINE A CLASSE MÉDIA...

Estava aqui pensando com meu botões e percebi o quanto a vida é aprazível.

Um dia desses, uma segunda-feira qualquer, acordei por volta das 11:00 da manhã e já tinha diversas coisas para resolver. Ainda estava atordoado pelo sono, quando a moça que trabalha aqui em casa já começou um bombardeio de perguntas em cima de mim. Queria saber o que eu queria comer, o que eu queria vestir, o queria fazer... Pensei comigo mesmo e disse a ela, puta merda ainda são 11:20 da manhã ainda não pensei nessas coisas porra! Primeiro eu quero pegar uma piscina, tomar um banho de sol e depois da sauna eu defino essas questões. Afinal hoje é segunda-feira!!!

Ah meu Deus! Fiquei aproveitando aquele dia de sol maravilhoso e isso me fez lembrar muito minha infância onde íamos passar as férias de março no haras de papai. Lembro que ficavamos horas ali nos divertindo junto com os nelores e os mangalargas que papai criava.

Fiquei ali relembrando essas sutilezas da vida e acabei nem voltando com as respostas do bombardeio de questões que havia recebido de manhã. Mas tudo bem, afinal já era quase hora do meu chá da tarde. Pedi que preparassem uma mesa com petit fours, marzipans, brioches, geléias, atemóias, pitáias e algum suco de fruta nobre. Nada muito sofisticado, afinal não queria me empanturrar de comer sendo que logo mais teria que encontrar os amigos para uma partida de badmington.

Ao chegar no Paineiras, jogamos badmington por horas. Não aguentava mais jogar e resolvi fazer uma aula de yoga para tirar toda essa carga pesada do dia-a-dia.

Quando já estava a caminho de casa o Théo, um amigo meu que é artista plástico, me convidou para uma vernissage onde ele expunha alguns de seus trabalhos. Resolvi ir. Estava simples, porém aconchegante. Tinha pouca gente, aproximadamente umas 200 pessoas, e ficamos ali jogando conversa fora e tomando pró-secos por horas. Resolvemos então sair de lá e jantar em algum lugar qualquer. Escolhemos um lugar sem muito requinte mas muito agradável e paramos num bistrot qualquer do Jardins. Esse bistrot me lembrou muito meus dias em Paris onde passava as férias de setembro na fazenda de vovó.

Já a caminho de casa, tudo que mais queria era minha cama depois desse dia fatigante.
Quando deitei, fiquei imaginando: se sou tão feliz com essas sutilezas da vida imaginem como será boa a vida da classe média...

PROSTITUIÇÃO INDIRETA

Bom dia amigas e amigos mandaleiros!!!

Ah, havia me esquecido de explicar o termo mandaleiros. De uma maneira bem simplória, mandala significa quem somos nós e aqui neste espaço todos serão chamados de mandaleiros, ou seja todos aqueles que buscam a resposta Quem sou eu?

Puta merda, sei que este assunto pode gerar polêmicas mas não poderia deixar de registrar este pensamento por dois motivos. Primeiro por que é um assunto que há tempos fica martelando minha cabeça maluca e segundo por que não poderia deixar de levar em conta o motivo da criação deste blog: registrar meus pensamentos, angústia e frustrações sem me importar com eventuais censuras.

A pergunta que não sai da minha cabeça é: Será que a prostituição é genuína da natureza humana? Bom, pensei muito e acho que sim. Como sou homem, vou tentar justificar o por que acredito nisso embasado em relações que vivi e percebi dentro do contexto masculino mas óbviamente que isto vale também para situações que vocês, mulheres, vivem dentro de seu universo.

Consultanto o nosso amigo Aurélio, prostituição é toda atividade que visa ganhar dinheiro com a cobrança por atos sexuais, uma vida devassa, desregrada; libertinagem. Resumindo: a mulher dá e o cara paga ou vice-versa!

Não serei hipócrita aqui e dizer, como a maioria dos homens dizem, que já foram a puteiros mas só para conhecer. Balela! Todo homem vai a puteiro e pelo menos uma vez na vida já comeu uma puta! Aqui me permito um pequeno parêntese - não fiquem enfurecidas se descubrirem que seus namorados frequentam este tipo de estabelecimento. Pois a nossa frequência nestes estabelecimentos não tem nada a ver com amor...é business!!!

Mas voltando, acho que toda mulher direta ou indiretamente cobra por seus serviços sexuais. Quer ver só! Se você quer comer aquela mina que você deseja, certamente você terá que levá-la para sair, terá que pagar um belo de um aperitivo, terá que pagar um jantar, terá que pagar um bom vinho Malbec, terá que comprar um agradinho de vez em quando. Alguns podem chamar isso de gerar um clima, mas na minha opinião é prostituição indireta. Quantas vezes não ouvimos as mulheres querendo casar com um cara de família boa. Meus inocentes amigos, família boa no vocabulário feminino é sinônimo de cara rico. Isso pra mim também é prostiuição indireta. Quantas vezes não vemos em empresas mulheres mantendo relações extra-conjugais em troca de benefícios ou de um cargo melhor. Vocês podem dizer que isso é a mulher conquistando seu espaço nas organizações, pra mim é prostituição indireta. Jovem, se uma mulher hoje mora na casa dos pais dela e come arroz, feijão, bife e sagú de sobremesa ela só vai sair de lá para morar com você se for para comer risoto de tomate seco com fungui, medalhão de filét de vitela ao molho madeira e profiterólis de sobremesa. Nem preciso dizer o que acho que isso é...

Nunca fui um cara de destaque mas sempre tive meu espaço dentro do universo feminino. Nunca fui de família rica mas sempre batalhei muito por tudo que tenho na minha vida mas sempre fico aqui me perguntando. Será que todas as mulheres que deram para mim teriam me dado se eu fosse um pedreiro, andasse a pé e no primeiro encontro tivesse as levado no Grupo Sérgio?

Acho que não...

Então caros amigos, escrevi um monte de coisa apenas para dizer que hoje, no meu ponto de vista, a sociedade nos imprime uma necessidade tremenda em TERMOS muito mais do que SERMOS e, consequentemente, isso faz com que as pessoas se sujeitem cada vez mais a esses tipos de situação. Sendo assim, a pergunta que você tem que responder para você mesmo é:

Qual é o seu preço?

NÃO TIRE O VASO DO LUGAR!

Olá para você que veio visitar este blog!

Bom, antes de mais nada quero te explicar o motivo de ter criado este blog. Se você não me conhece, sou aquele tipo de cara que costuma ficar pensando sobre a vida, discutindo sobre o mundo e imaginando possibilidades. Dai achei que seria interessante ter o meu espaço para registrar estas reflexões. Na minha vida, sempre adotei a filosofia do "Penso no que falo mas não falo no que penso" mas aqui é diferente! Escrevo tudo aquilo que penso sem me preocupar com censuras. É bem provável que algumas postagens não agradem a todos, mas leve em consideração que este espaço é para expressar também minhas frustrações e angústias. Talvez algo que você esteja lendo seja algo que estava sentindo no momento e não necessariamente sentirei a mesma coisa no dia seguinte. Mas independente disso, a sua visita neste espaço me deixa muito feliz. É como se eu estivesse te recebendo em minha própria casa. E quando entramos na casa dos outros, apesar de, em muitas vezes, não gostarmos da decoração não temos o direito de mudar um vaso de lugar. Portanto esta regra vale para este blog. Mesmo se você não gostar de alguma coisa que escrevi, não julgue e nem critique. Apenas reflita sem tirar o vaso do lugar!

Seja bem-vindo!